Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)
25 de maio 2020
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) pode ser conceituada como uma doença crônico-degenerativa de natureza multifatorial
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Falta de atividade física e dieta inadequada levam à obesidade, que é um dos fatores de risco mais preocupantes; quando a mulher fuma, o risco de doença cardiovascular aumenta 25% comparado a homens fumantes
Com o envelhecimento da população e a mudança do estilo de vida, as doenças cardiovasculares passaram a liderar as causas de mortalidade feminina, na frente do câncer de mama, útero e ovário.
De cada dez vítimas fatais no Brasil quatro são mulheres, sendo que há 50 anos esse número não chegava a 10%. Um dos principais motivos é a resistência em cuidar do coração regularmente. Existe, culturalmente, uma rotina de realização de exames ginecológicos e de mama anuais, porém quando o assunto é check-up cardiológico a frequência é bem menor. Apesar dos avanços com os modernos tratamentos clínicos e de revascularização, as mulheres ainda são tradicionalmente tratadas com menor intensidade e de forma mais conservadora.
Uma explicação para esse crescimento acentuado da doença cardiovascular entre o público feminino pode estar nas diferenças como as doenças se desenvolvem em ambos os sexos. As mulheres costumam apresentar sintomas atípicos da síndrome coronária aguda, o que torna o diagnóstico mais difícil. No homem, o infarto (ou angina) costuma ser precedido por uma forte dor no peito que irradia para os braços. Entretanto, nas mulheres também é comum sentir náusea, fraqueza, dores abdominais e falta de ar – sintomas que podem ser confundidos com outras doenças.
S As mulheres apresentam também maior variedade de causas, ou seja, enquanto homens têm a doença aterosclerótica obstrutiva como origem praticamente exclusiva dos problemas cardíacos, mulheres manifestam uma incidência maior de alterações vasculares, disfunções arteriais e síndrome como a do coração partido.
As doenças cardiovasculares estão associadas ao envelhecimento e ao estilo de vida. Os fatores de risco mais prevalentes são o histórico familiar, a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, o aumento dos níveis de colesterol, especialmente o LDL, o tabagismo, o sedentarismo e obesidade. Porém, no sexo feminino, alguns deles têm efeito mais acentuado. A rotina de trabalho e de cuidados com a família expõe a mulher ao estresse e favorece hábitos menos saudáveis. A falta de atividade física regular e a dieta inadequada levam à obesidade, que é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que o número de mulheres obesas no Brasil cresceu 64% em 10 anos. Quando a mulher fuma, o risco de doença cardiovascular aumenta 25% comparado a homens fumantes.
Além disso, elas também estão sujeitas a causas específicas. A hipertensão no ciclo da gravidez, o diabetes gestacional e o parto prematuro estão relacionados ao aumento do risco de eventos cardiovasculares a longo prazo.
Com a menopausa, a proteção do hormônio estrogênio que estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo, começa a diminuir, o que contribui para o aumento do risco de doenças cardiovasculares. O efeito da menopausa e subsequente reposição de estrogênio para prevenção de doença cardiovascular é um dos tópicos mais controversos dos últimos anos. Atualmente a reposição hormonal em baixas doses e precoce pode ser um bom tratamento para sintomas de menopausa na ausência de contraindicações, porém não deve ser prescrito para prevenção primária ou secundária de doença cardíaca.
Com a menopausa, a proteção do hormônio estrogênio que estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo, começa a diminuir, o que contribui para o aumento do risco de doenças cardiovasculares. O efeito da menopausa e subsequente reposição de estrogênio para prevenção de doença cardiovascular é um dos tópicos mais controversos dos últimos anos. Atualmente a reposição hormonal em baixas doses e precoce pode ser um bom tratamento para sintomas de menopausa na ausência de contraindicações, porém não deve ser prescrito para prevenção primária ou secundária de doença cardíaca.
- Histórico familiar
- Alimentação inadequada
- Diabetes
- Hipertensão arterial
- Níveis de colesterol elevados
- Obesidade
- Sedentarismo
- Tabagismo
- Menopausa
Entre as muitas manifestações da doença cardiovascular, cardíaca, cerebral e periférica, a incidência varia conforme a faixa etária. Nas mulheres pré-menopausa, predominam os quadros anginosos e o acidente vascular cerebral isquêmico como primeira manifestação da doença. Na meia idade, a incidência de infarto agudo aumenta e se aproxima bastante do observado em homens. A orientação para diminuir a incidência de eventos cardiovasculares é a adoção de um estilo de vida mais saudável. Abandonar o fumo, manter o peso e um programa regular de exercícios são imprescindíveis, além de adequar a dieta e controlar os níveis de colesterol
Confira conteúdo disponibilizado pelo Dr. Eduardo La Falce para você ficar por dentro de assuntos relacionados a Cardiologia.
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